Depois que os filhos crescem: uma viagem sozinha para Curitiba e Ilha do Mel

Chega um momento na vida em que os filhos crescem, cada um começa a seguir seu próprio caminho e a casa, que durante tantos anos foi cheia de compromissos, começa a ficar mais silenciosa.

E talvez você perceba uma coisa:

Você cuidou de todo mundo. Agora também pode cuidar de você.

Viajar sozinha depois dos 40, 50 ou 60 anos não precisa significar uma viagem cara, luxuosa ou complicada. Pode ser uma viagem planejada com calma, escolhendo bons horários, hospedagens simples, transporte seguro e passeios que realmente valham a pena.

E para começar, que tal Curitiba e Ilha do Mel?

A combinação é interessante porque permite conhecer uma capital cheia de parques, museus e história e, depois, terminar a viagem em uma ilha onde não existem carros e onde o ritmo é completamente diferente.

A Ilha do Mel só pode ser acessada de barco. Os principais pontos de embarque são Pontal do Sul e Paranaguá. A partir de Pontal do Sul, a travessia leva aproximadamente 30 minutos, enquanto a partir de Paranaguá pode levar cerca de 1 hora e 30 minutos. Na ilha, o deslocamento é feito a pé ou de bicicleta.


1. Antes de comprar qualquer passagem

O primeiro erro de quem começa a organizar uma viagem é comprar a passagem primeiro e pensar no restante depois.

Faça exatamente o contrário.

Primeiro escolha aproximadamente quantos dias você terá.

Para esse roteiro, eu reservaria 5 a 7 dias.

Uma possibilidade econômica seria:

Dia 1 — viagem até Curitiba

Dia 2 — Curitiba

Dia 3 — Curitiba

Dia 4 — Curitiba → Pontal do Sul → Ilha do Mel

Dia 5 — Ilha do Mel

Dia 6 — Ilha do Mel → Curitiba

Dia 7 — retorno para casa

Se tiver menos tempo, é possível fazer em cinco dias, mas eu não recomendo transformar uma viagem que deveria ser prazerosa em uma corrida contra o relógio.


2. Qual é a melhor época para fazer essa viagem?

Se o objetivo for economizar, evite os períodos mais procurados.

Tente fugir de:

  • férias escolares;
  • Carnaval;
  • Ano-Novo;
  • feriados prolongados;
  • Semana Santa;
  • grandes eventos;
  • Natal.

Para a Ilha do Mel, os meses de verão costumam ter maior procura.

Se você tiver liberdade para escolher as datas, procure viajar fora dos feriados, de preferência durante a semana.

Uma estratégia muito boa é pesquisar:

terça, quarta e quinta-feira para viajar, comparando também segunda e sexta.

Não existe uma única “data mais barata” que sirva para todos os anos. O preço muda conforme procura, antecedência e disponibilidade.

Por isso, faça uma pequena pesquisa antes de comprar.


3. Como pesquisar a passagem de ônibus

Para quem mora no estado de São Paulo, vale comparar ônibus e avião.

Primeiro pesquise a passagem de ônibus para Curitiba.

Compare:

ônibus convencional, executivo, semi-leito e leito.

Às vezes, a diferença entre o convencional e o semi-leito não é tão grande, e em uma viagem noturna vale pagar um pouco mais pelo conforto.

Procure sempre verificar:

  • horário de saída;
  • horário de chegada;
  • duração da viagem;
  • rodoviária de chegada;
  • quantidade de paradas;
  • possibilidade de escolher o assento;
  • política de bagagem;
  • valor final da passagem.

Para uma mulher viajando sozinha, eu prefiro uma viagem que chegue a Curitiba durante o dia, principalmente na primeira vez.

Chegar às 6h da manhã pode parecer vantajoso pelo preço, mas se você ainda terá que procurar hotel, guardar malas e começar a circular pela cidade, talvez não seja tão prático.


4. E se eu quiser ir de avião?

Também vale pesquisar.

Não compare somente o preço da passagem aérea.

Some:

passagem + bagagem + transporte até o aeroporto + transporte do aeroporto até o hotel.

Às vezes o avião parece mais barato, mas depois de acrescentar todos os custos a diferença desaparece.

Por outro lado, se aparecer uma boa promoção de passagem aérea, pode valer muito a pena.

Uma dica é pesquisar a viagem com datas flexíveis.

Em vez de procurar:

“passagem para Curitiba dia 15”,

pesquise:

“Curitiba durante aquela semana”.

Assim você consegue descobrir se terça-feira custa menos que sexta-feira, por exemplo.


5. Onde ficar em Curitiba

Para uma mulher viajando sozinha, eu não escolheria hotel somente pelo preço.

O barato pode sair caro quando você precisa pagar transporte toda vez que quiser sair.

Procure uma hospedagem:

  • bem avaliada;
  • próxima de transporte público;
  • em uma região movimentada;
  • com recepção;
  • com avaliações recentes;
  • com mercado ou farmácia próximos;
  • com restaurantes por perto;
  • que ofereça café da manhã, se o preço compensar.

E existe uma conta importante.

Imagine:

Hotel A: R$ 120 por noite, mas longe de tudo.

Hotel B: R$ 160 por noite, perto do transporte e de vários lugares.

O hotel B pode acabar sendo mais barato no final porque você gastará menos com transporte.


6. Como procurar hotel barato sem cair em cilada

Nunca olhe somente a nota.

Leia os comentários.

Procure principalmente avaliações recentes.

Veja o que as pessoas estão falando sobre:

limpeza, localização, segurança, barulho, atendimento e café da manhã.

Uma avaliação dizendo:

“hotel simples, quarto pequeno, mas muito bem localizado”

pode ser melhor para uma viajante econômica do que:

“hotel maravilhoso, quarto enorme”

se o segundo estiver longe de tudo.

Outra coisa importante:

olhe o mapa.

Não escolha um hotel somente porque aparece como “Centro de Curitiba”.

Veja exatamente onde ele está.


7. Primeiro dia em Curitiba

Depois de chegar, deixe a mala no hotel ou faça o check-in.

Não tente conhecer Curitiba inteira no primeiro dia.

A ideia é começar devagar.

Uma boa programação pode ser:

Manhã ou chegada — hotel e almoço

Tarde — Centro Histórico

Fim da tarde — Rua das Flores e arredores

Noite — jantar próximo ao hotel

Você pode conhecer a região central caminhando, mas não precisa ficar andando sem rumo.

Evite ficar mostrando celular ou dinheiro na rua.

Leve somente o necessário para aquele período.


8. Segundo dia: Curitiba com a Linha

Aqui está uma das melhores opções para quem está sozinha.

A Linha Turismo de Curitiba passa por 26 atrações e permite descer nos lugares que você deseja conhecer e depois continuar o passeio.

Atualmente, o cartão custa R$ 50 e permite embarques ilimitados durante 24 horas. O serviço funciona todos os dias, com início pela manhã, e o trajeto completo leva aproximadamente três horas sem desembarques.

E tem uma vantagem enorme:

Você não precisa ficar descobrindo qual ônibus comum pegar para cada atração.

Você pode simplesmente seguir o roteiro turístico.

Entre os pontos estão:

  • Jardim Botânico;
  • Museu Oscar Niemeyer;
  • Ópera de Arame;
  • Parque Tanguá;
  • Parque Barigui;
  • Bosque Alemão;
  • Bosque do Papa;
  • Santa Felicidade;
  • Centro Histórico;
  • Mercado Municipal;
  • Rua das Flores;
  • Torre Panorâmica.

A Linha Turismo é especialmente interessante para quem está viajando sozinha porque reduz a quantidade de deslocamentos que você precisa organizar por conta própria.


Autor- Lucia Martins

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