NEGÓCIO DE VERDADE

Como montar, administrar, proteger e fazer um negócio crescer

Um guia prático para quem quer deixar de apenas trabalhar e começar a construir um negócio de verdade


SUMÁRIO

  1. Antes de abrir um negócio
  2. A diferença entre trabalhar e ter um negócio
  3. O primeiro erro: começar sem saber para quem vender
  4. Conheça o seu cliente
  5. Produto bom não garante negócio bom
  6. O dinheiro da empresa não é dinheiro pessoal
  7. Pró-labore e retiradas
  8. Conta pessoal e conta empresarial
  9. O perigo das pequenas compras
  10. Compras desnecessárias podem destruir um negócio
  11. Estoque parado também é dinheiro parado
  12. Custos fixos e variáveis
  13. Faturamento não é lucro
  14. Como calcular o verdadeiro custo de um produto ou serviço
  15. Como colocar preço corretamente
  16. O perigo de copiar o preço do concorrente
  17. Desconto demais também destrói empresas
  18. Capital de giro
  19. Reserva financeira
  20. Dívidas e empréstimos
  21. Quando investir e quando esperar
  22. Marketing não é apenas postar
  23. Vendas
  24. Atendimento ao cliente
  25. Fidelização
  26. Redes sociais
  27. O perigo de querer estar em todas as plataformas
  28. Organização
  29. Controle financeiro
  30. Indicadores que todo empresário deveria acompanhar
  31. Os principais motivos pelos quais um negócio quebra
  32. Comportamentos que sabotam um negócio
  33. Crescer rápido demais
  34. Misturar família e empresa
  35. Sócio: quando pode funcionar e quando pode ser um problema
  36. Empreender não significa fazer tudo sozinho
  37. Como saber se está na hora de contratar
  38. Como testar uma ideia antes de investir muito
  39. Como transformar uma habilidade em negócio
  40. Plano de ação
  41. Dez negócios que podem ser interessantes para mulheres
  42. Conclusão

1. ANTES DE ABRIR UM NEGÓCIO

Muitas pessoas começam um negócio fazendo a primeira pergunta errada:

“O que eu posso vender?”

Uma pergunta muito melhor seria:

“Qual problema eu posso resolver e quem estaria disposto a pagar para que eu resolva?”

Essa mudança parece pequena, mas transforma completamente a maneira de enxergar um negócio.

Um negócio não existe simplesmente porque alguém gosta de determinado produto.

Ele existe quando existe:

PROBLEMA + CLIENTE + SOLUÇÃO + PAGAMENTO.

Você pode amar fazer bolos.

Mas gostar de fazer bolo não significa automaticamente que exista um negócio.

Para existir um negócio, você precisa descobrir:

  • quem compra;
  • por que compra;
  • quanto está disposto a pagar;
  • com que frequência compra;
  • quem já oferece aquilo;
  • o que você pode fazer diferente;
  • quanto custa produzir;
  • quanto sobra depois de pagar todas as despesas.

2. A DIFERENÇA ENTRE TRABALHAR E TER UM NEGÓCIO

Uma pessoa pode trabalhar muito e ainda assim não ter um negócio saudável.

Imagine alguém que vende marmitas.

Ela acorda às 5h, compra ingredientes, cozinha, embala, entrega, responde clientes, faz compras, limpa tudo e, no final do mês, percebe que não sabe para onde foi o dinheiro.

Ela trabalhou.

Mas talvez não tenha administrado.

Ter um negócio significa aprender a cuidar de várias áreas:

produção + vendas + marketing + financeiro + atendimento + planejamento.

O empreendedor precisa entender que não basta saber fazer.

É preciso saber administrar.


3. O PRIMEIRO ERRO: COMEÇAR SEM SABER PARA QUEM VENDER

Um dos erros mais comuns é comprar primeiro e procurar cliente depois.

A pessoa pensa:

“Vou comprar porque está barato.”

Depois compra.

Depois descobre que não vende.

Depois faz promoção.

Depois dá desconto.

Depois perde dinheiro.

O caminho mais seguro é:

CLIENTE → NECESSIDADE → PRODUTO → TESTE → COMPRA.

Não:

PROMOÇÃO → COMPRA → ESTOQUE → DESESPERO PARA VENDER.


4. CONHEÇA O SEU CLIENTE

Você precisa saber quem compra de você.

Não basta dizer:

“Meu público são mulheres.”

Mulheres de qual idade?

Com qual renda?

Moram onde?

O que valorizam?

O que compram?

Quais problemas possuem?

O que as impede de comprar?

Quanto costumam gastar?

Onde procuram esse tipo de produto?

Quanto mais você conhece seu cliente, mais consegue oferecer algo relevante.

Clik aqui para vender mais para seus clientes


5. PRODUTO BOM NÃO GARANTE NEGÓCIO BOM

Esse é um dos maiores aprendizados do empreendedorismo.

Um produto pode ser excelente e mesmo assim não vender.

Por quê?

Porque qualidade é apenas uma parte da equação.

Também existem:

  • preço;
  • necessidade;
  • desejo;
  • comunicação;
  • confiança;
  • localização;
  • facilidade de compra;
  • concorrência;
  • momento econômico;
  • percepção de valor.

Não basta perguntar:

“Meu produto é bom?”

Pergunte:

“Meu cliente percebe valor suficiente para pagar por ele?”


6. O DINHEIRO DA EMPRESA NÃO É DINHEIRO PESSOAL

Essa é uma das regras mais importantes de qualquer negócio.

Se a empresa faturou R$ 5.000, isso não significa que o proprietário “ganhou” R$ 5.000.

Esse dinheiro ainda precisa cumprir várias funções.

Pode haver:

  • fornecedores;
  • aluguel;
  • impostos;
  • embalagens;
  • taxas;
  • transporte;
  • marketing;
  • funcionários;
  • reposição de estoque;
  • manutenção;
  • capital de giro;
  • investimentos;
  • reservas.

Só depois de considerar tudo isso é que podemos descobrir o que realmente sobrou.

Um exemplo

A empresa vendeu:

R$ 10.000

Mas gastou:

R$ 3.000 em mercadorias
R$ 1.500 em despesas
R$ 1.000 em impostos e taxas
R$ 1.000 em marketing
R$ 1.000 em outras despesas

Sobram R$ 2.500.

Os R$ 10.000 eram faturamento.

Não eram lucro.


7. PRÓ-LABORE E RETIRADAS

O empresário precisa definir quanto pode retirar para uso pessoal.

Essa retirada deve ser planejada.

Uma empresa saudável não deveria funcionar assim:

“Preciso de dinheiro para pagar minha conta, então vou pegar no caixa.”

Isso destrói a visão financeira do negócio.

O correto é estabelecer uma remuneração compatível com a realidade da empresa e acompanhar o resultado.

Quando houver distribuição de lucros, ela também deve ser feita de maneira organizada e considerando a situação contábil e tributária da empresa.


8. CONTA PESSOAL E CONTA DA EMPRESA

Mesmo para negócios pequenos, separar os movimentos financeiros ajuda enormemente.

Tenha, quando possível:

Dinheiro da empresa

  • vendas;
  • pagamentos;
  • fornecedores;
  • despesas;
  • impostos;
  • investimentos.

Dinheiro pessoal

  • supermercado;
  • aluguel;
  • roupas;
  • lazer;
  • contas pessoais;
  • despesas da família.

Misturar tudo transforma o financeiro em uma verdadeira confusão.


9. O PERIGO DAS PEQUENAS COMPRAS

Um dos maiores vilões de um negócio pode não ser uma grande compra.

São as pequenas.

R$ 20 aqui.

R$ 35 ali.

R$ 50 em uma coisa.

R$ 80 em outra.

Quando somamos tudo no final do mês, podemos descobrir que milhares de reais foram gastos sem planejamento.

Por isso, antes de comprar, pergunte:

1. Eu realmente preciso disso?

2. Isso vai gerar receita?

3. Isso vai reduzir um custo?

4. Isso melhora a experiência do cliente?

5. Existe outra forma de fazer sem comprar?

6. Essa compra cabe no caixa?

7. Eu compraria isso se fosse meu dinheiro pessoal?

Essa última pergunta é poderosa.


10. COMPRAS DESNECESSÁRIAS PODEM DESTRUIR UM NEGÓCIO

O empreendedor pode se apaixonar pela própria empresa.

E isso pode ser perigoso.

“Vou comprar uma máquina nova.”

“Vou reformar tudo.”

“Vou comprar uma embalagem mais bonita.”

“Vou trocar os móveis.”

“Vou comprar um equipamento profissional.”

“Vou fazer um estoque enorme.”

Tudo parece investimento.

Mas nem tudo é investimento.

Investimento é aquilo que tem potencial de contribuir para o resultado do negócio.

Uma compra simplesmente porque você gostou dela pode ser apenas uma despesa.

Antes de investir, faça uma pergunta:

“Como essa compra vai voltar para o meu negócio?”

Se você não consegue responder, talvez seja melhor esperar.


11. ESTOQUE PARADO TAMBÉM É DINHEIRO PARADO

Imagine que você colocou R$ 10.000 em produtos.

Eles estão na prateleira.

Você olha e pensa:

“Tenho R$ 10.000 em mercadorias.”

Mas existe um problema.

Você não tem R$ 10.000 disponíveis.

Você tem mercadoria que precisa ser vendida.

Enquanto o produto não vende, aquele dinheiro está preso.

Por isso, estoque precisa ser administrado.

O objetivo não é ter o maior estoque.

É ter o estoque adequado para a operação.


12. CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS

Você precisa saber para onde seu dinheiro vai.

Custos fixos

São aqueles que tendem a existir mesmo que as vendas diminuam.

Exemplos:

  • aluguel;
  • sistemas;
  • determinadas mensalidades;
  • contabilidade;
  • internet;
  • salários fixos.

Custos variáveis

Acompanham o volume de vendas ou produção.

Exemplos:

  • matéria-prima;
  • embalagem;
  • comissão;
  • taxas de venda;
  • frete relacionado à venda.

Conhecer esses custos é fundamental para estabelecer preço.


13. FATURAMENTO NÃO É LUCRO

Esse erro é tão comum que merece ser repetido.

Faturamento é quanto entrou em vendas.

Lucro é o que sobra depois dos custos e despesas considerados.

Uma empresa pode faturar R$ 50.000 e ter um resultado ruim.

Outra pode faturar R$ 15.000 e ter uma operação muito mais saudável.

Não olhe apenas para o tamanho das vendas.

Olhe para o resultado.


14. COMO CALCULAR O VERDADEIRO CUSTO

Imagine que você venda um produto por R$ 100.

Você precisa descobrir quanto realmente custa colocar esse produto nas mãos do cliente.

Considere:

  • compra;
  • transporte;
  • embalagem;
  • taxas;
  • comissão;
  • impostos;
  • perdas;
  • custos operacionais relacionados.

Só então você consegue enxergar sua margem.


15. COMO COLOCAR PREÇO CORRETAMENTE

Preço não deve ser escolhido apenas olhando para o concorrente.

Você precisa conhecer seus números.

Preço precisa considerar:

CUSTO + DESPESAS + IMPOSTOS/TAXAS + MARGEM DESEJADA + PERCEPÇÃO DE VALOR.

E existe algo importante:

Preço baixo não significa necessariamente vender mais.

Às vezes, preço muito baixo transmite baixa qualidade.

Além disso, trabalhar com margem pequena aumenta o risco.


16. O PERIGO DE COPIAR O PREÇO DO CONCORRENTE

Você não sabe necessariamente:

  • quanto ele paga;
  • quanto compra;
  • quais fornecedores possui;
  • quais impostos paga;
  • quanto vende;
  • quanto gasta;
  • quanto tem de custo fixo;
  • qual é a margem dele.

Portanto:

o preço dele não é automaticamente o seu preço.

Use concorrentes para estudar o mercado, não para simplesmente copiar.


17. DESCONTO DEMAIS TAMBÉM DESTRÓI EMPRESAS

Desconto pode ser uma estratégia.

Mas desconto sem cálculo é prejuízo disfarçado de venda.

Antes de oferecer desconto, saiba:

quanto sobra depois da redução do preço.

Nunca faça promoção apenas porque “precisa vender”.

Primeiro descubra por que as vendas caíram.


18. CAPITAL DE GIRO

Capital de giro é o dinheiro necessário para manter o negócio funcionando enquanto o dinheiro das vendas não está disponível ou enquanto as despesas continuam acontecendo.

Ele ajuda a empresa a:

  • comprar;
  • pagar fornecedores;
  • manter operações;
  • atravessar períodos fracos;
  • evitar empréstimos emergenciais.

Uma empresa pode ser lucrativa e ainda ter problemas de caixa.

Por isso:

lucro e dinheiro disponível não são exatamente a mesma coisa.


19. RESERVA FINANCEIRA

Assim como uma pessoa deveria pensar em uma reserva pessoal, uma empresa também precisa pensar em proteção financeira.

O tamanho dessa reserva depende da atividade, dos custos e dos riscos.

Quanto mais instável o negócio, maior pode ser a necessidade de proteção.

A reserva pode ajudar em situações como:

  • queda nas vendas;
  • equipamento quebrado;
  • emergência;
  • atraso de clientes;
  • aumento de custos;
  • períodos sazonais.

20. DÍVIDAS E EMPRÉSTIMOS

Crédito não é necessariamente ruim.

O problema é usar dinheiro emprestado sem saber como ele será pago.

Antes de assumir uma dívida, pergunte:

Esse dinheiro vai aumentar a capacidade de gerar resultado?

Existe diferença entre:

dívida para aumentar capacidade produtiva

e

dívida para manter um padrão de consumo que a empresa ainda não consegue sustentar.


21. QUANDO INVESTIR E QUANDO ESPERAR

Nem todo crescimento precisa acontecer imediatamente.

Às vezes, o melhor investimento é:

não gastar.

Primeiro organize.

Depois teste.

Depois venda.

Depois analise.

Depois invista.

Uma máquina de R$ 20.000 pode ser excelente.

Mas se você ainda não tem clientes suficientes, talvez ela seja apenas um equipamento caro parado.


22. MARKETING NÃO É APENAS POSTAR

Marketing é comunicação.

É mostrar:

  • quem você é;
  • o que oferece;
  • para quem;
  • qual problema resolve;
  • por que confiar em você;
  • por que comprar agora.

Postar uma foto bonita não é necessariamente marketing.

Uma publicação precisa ter um objetivo.

Pode ser:

  • atrair;
  • educar;
  • gerar desejo;
  • construir autoridade;
  • responder dúvidas;
  • vender;
  • fidelizar.

23. VENDAS

Sem vendas, não existe empresa sustentável.

Você pode ter:

  • logotipo maravilhoso;
  • site bonito;
  • embalagem linda;
  • Instagram perfeito.

Mas se ninguém compra, existe um problema.

Venda não deve ser vista como algo vergonhoso.

Você está apresentando uma solução.

O segredo é aprender a vender sem manipular.


24. ATENDIMENTO AO CLIENTE

O cliente não compra apenas o produto.

Ele também compra a experiência.

Atendimento ruim pode destruir uma reputação construída durante anos.

Alguns princípios:

  • responda com educação;
  • cumpra prazos;
  • seja transparente;
  • não prometa o que não consegue entregar;
  • resolva problemas;
  • aceite críticas úteis;
  • trate o cliente com respeito.

25. FIDELIZAÇÃO

Conseguir um cliente é importante.

Fazer com que ele volte é ainda melhor.

Um cliente satisfeito pode:

  • comprar novamente;
  • indicar;
  • comentar;
  • compartilhar;
  • defender sua marca.

Por isso, pense além da primeira venda.

Pergunte:

“O que faria esse cliente querer comprar de mim novamente?”


26. REDES SOCIAIS

As redes sociais podem ser excelentes ferramentas.

Mas não devem ser tratadas como o negócio inteiro.

Uma empresa precisa construir ativos próprios:

  • cadastro de clientes;
  • relacionamento;
  • base de contatos;
  • site quando fizer sentido;
  • reputação;
  • marca;
  • processos.

Não dependa exclusivamente de uma plataforma.


27. O PERIGO DE QUERER ESTAR EM TODAS AS PLATAFORMAS

Instagram.

TikTok.

YouTube.

Pinterest.

Facebook.

WhatsApp.

Site.

Marketplace.

Newsletter.

A pessoa começa tudo e não consegue administrar nada.

Melhor:

duas plataformas bem trabalhadas do que sete abandonadas.

Escolha onde seu cliente está.


28. ORGANIZAÇÃO

Empreendedor desorganizado paga caro.

Organização envolve:

  • estoque;
  • financeiro;
  • documentos;
  • fornecedores;
  • clientes;
  • agenda;
  • contratos;
  • impostos;
  • senhas;
  • arquivos;
  • processos.

Tudo aquilo que está apenas “na cabeça” é um risco.


29. CONTROLE FINANCEIRO

Você precisa saber pelo menos:

Quanto entrou?

Quanto saiu?

Quanto tenho a receber?

Quanto tenho a pagar?

Quanto devo?

Quanto tenho em estoque?

Quanto custa minha operação?

Quanto realmente estou lucrando?

Se você não sabe responder, não está administrando o financeiro.

Está apenas observando o dinheiro entrar e sair.


30. INDICADORES IMPORTANTES

Alguns números merecem acompanhamento.

Faturamento

Quanto foi vendido.

Lucro

Quanto efetivamente sobra após os custos e despesas pertinentes.

Margem

Quanto sobra proporcionalmente às vendas.

Ticket

NEGÓCIO DE VERDADE

Como construir, administrar e fazer um negócio prosperar

Um guia prático para quem quer transformar uma ideia, habilidade ou profissão em um negócio sustentável


APRESENTAÇÃO

Ter um negócio próprio pode representar liberdade, independência financeira, realização pessoal e a possibilidade de construir algo que realmente tenha significado.

Mas existe uma diferença enorme entre simplesmente trabalhar por conta própria e administrar um negócio.

Muitas pessoas sabem fazer muito bem aquilo que vendem, mas não sabem administrar o dinheiro, calcular preços, controlar estoque, separar as finanças pessoais das empresariais ou identificar quando uma compra realmente é um investimento.

E é justamente aí que muitos negócios começam a perder dinheiro.

Este e-book foi criado para mostrar, de maneira simples e prática, os principais pontos que uma pessoa precisa compreender antes de abrir um negócio e também depois que ele já estiver funcionando.

Você vai entender sobre planejamento, clientes, vendas, preço, custos, lucro, compras, estoque, capital de giro, marketing, organização financeira e os principais erros que podem levar uma empresa ao fracasso.

No final, você também encontrará dez possibilidades de negócios que podem ser interessantes para mulheres que desejam empreender.


CAPÍTULO 1

ANTES DE ABRIR UM NEGÓCIO

Muitas pessoas começam um negócio fazendo a primeira pergunta errada:

“ O que eu posso vender? ”

Uma pergunta muito mais importante seria:

“ Qual problema eu posso resolver e quem estaria disposto a pagar para que eu resolva? ”

Essa mudança parece pequena, mas muda completamente a maneira de pensar sobre empreendedorismo.

Um negócio precisa ter uma necessidade, um cliente, uma solução e alguém disposto a pagar por essa solução.

Você pode amar cozinhar, fotografar, costurar, fazer doces ou trabalhar com beleza.

Mas gostar de fazer alguma coisa não significa automaticamente que aquilo será um negócio lucrativo.

Antes de começar, procure descobrir:

  • Quem é o cliente?
  • O que ele precisa?
  • O que ele deseja?
  • Quanto ele está disposto a pagar?
  • Quem já vende esse produto ou serviço?
  • Quanto custa produzir?
  • Quanto custa vender?
  • Quanto realmente sobrará?

Empreender começa muito antes da primeira venda.


CAPÍTULO 2

A DIFERENÇA ENTRE TRABALHAR E TER UM NEGÓCIO

Uma pessoa pode trabalhar dez ou doze horas por dia e ainda assim não ter um negócio saudável.

Imagine uma mulher que vende marmitas.

Ela acorda cedo, compra os ingredientes, cozinha, monta as marmitas, responde clientes, faz entregas, limpa a cozinha e, no final do mês, não sabe quanto ganhou.

Ela trabalhou muito.

Mas talvez não tenha administrado o negócio.

Ter um negócio significa cuidar de várias áreas ao mesmo tempo.

É necessário pensar em:

  • produção;
  • vendas;
  • marketing;
  • atendimento;
  • financeiro;
  • fornecedores;
  • estoque;
  • planejamento;
  • organização;
  • crescimento.

Saber fazer o produto é importante.

Mas saber administrar aquilo que você construiu é fundamental.


CAPÍTULO 3

CONHEÇA O SEU CLIENTE

Um dos erros mais comuns é tentar vender para todo mundo.

Quando você diz:

“Meu público é qualquer pessoa.”

Na realidade, você ainda não conhece seu público.

É importante descobrir:

  • faixa etária;
  • localização;
  • poder de compra;
  • necessidades;
  • desejos;
  • hábitos;
  • problemas;
  • comportamento de compra;
  • onde essa pessoa procura produtos;
  • quanto costuma pagar.

Conhecer o cliente permite criar produtos, serviços e comunicação mais adequados.

Quanto melhor você conhece o público, mais fácil fica explicar por que ele deveria comprar de você.


CAPÍTULO 4

PRODUTO BOM NÃO GARANTE NEGÓCIO BOM

Um produto pode ser excelente e ainda assim não vender.

Isso acontece porque a qualidade é apenas uma parte do negócio.

Também existem:

  • preço;
  • necessidade;
  • desejo;
  • concorrência;
  • localização;
  • comunicação;
  • confiança;
  • facilidade de compra;
  • momento econômico;
  • percepção de valor.

Portanto, não pergunte somente:

“Meu produto é bom?”

Pergunte:

“Meu cliente percebe valor suficiente para pagar por ele?”

Essa pergunta é muito mais importante.


CAPÍTULO 5

O DINHEIRO DA EMPRESA É DA EMPRESA

Essa é uma das regras mais importantes da administração financeira.

Se uma empresa faturou R$ 10.000, isso não significa que o proprietário ganhou R$ 10.000.

O dinheiro que entra na empresa ainda precisa pagar:

  • fornecedores;
  • mercadorias;
  • aluguel;
  • funcionários;
  • impostos;
  • taxas;
  • embalagens;
  • transporte;
  • marketing;
  • sistemas;
  • manutenção;
  • despesas operacionais;
  • reposição de estoque;
  • capital de giro.

Somente depois de considerar todos esses fatores será possível saber qual foi o verdadeiro resultado.

Faturamento não é salário.

Faturamento não é lucro.

Faturamento é o valor das vendas.


CAPÍTULO 6

NÃO MISTURE O DINHEIRO PESSOAL COM O DINHEIRO DA EMPRESA

Esse é um dos erros mais perigosos para pequenos negócios.

Imagine a seguinte situação:

A empresa vende R$ 8.000.

A dona pega R$ 1.000 para pagar uma conta pessoal.

Depois pega R$ 300 para fazer compras para casa.

Depois usa mais R$ 200 para pagar uma dívida pessoal.

No final do mês, o dinheiro não fecha.

Ela pensa:

“Meu negócio não dá dinheiro.”

Mas talvez o problema não esteja nas vendas.

O problema está na falta de separação entre empresa e vida pessoal.

Sempre que possível, mantenha contas e controles separados.

O dinheiro da empresa deve ser usado para as necessidades da empresa.

O dinheiro pessoal deve ser usado para as necessidades pessoais.


CAPÍTULO 7

PRÓ-LABORE E RETIRADAS

A pessoa que trabalha na própria empresa precisa receber pelo seu trabalho.

Essa remuneração pode ser organizada por meio do pró-labore, conforme o tipo de empresa e a orientação contábil adequada.

O importante é não retirar dinheiro aleatoriamente do caixa.

Evite pensamentos como:

“Hoje estou precisando, então vou pegar.”

Essa prática dificulta completamente a administração financeira.

Defina uma retirada compatível com a realidade do negócio e acompanhe os resultados.

Se houver distribuição de lucros, ela também precisa ser feita de forma organizada e considerando a situação contábil e tributária da empresa.


CAPÍTULO 8

COMPRAS DESNECESSÁRIAS

Nem toda compra é investimento.

Essa é uma frase que todo empreendedor deveria guardar.

Imagine uma pessoa que abriu uma pequena loja.

Ela começa a comprar:

  • móveis novos;
  • equipamentos;
  • embalagens sofisticadas;
  • decoração;
  • estoque;
  • materiais que talvez nem utilize.

Tudo parece importante.

Mas o dinheiro está saindo.

Antes de comprar alguma coisa para a empresa, pergunte:

  1. Eu realmente preciso disso?
  2. Isso vai aumentar as vendas?
  3. Isso vai reduzir custos?
  4. Isso vai melhorar o atendimento?
  5. Isso vai economizar tempo?
  6. Tenho dinheiro disponível para essa compra?
  7. Existe uma alternativa mais barata?
  8. Essa compra pode esperar?

Se não houver uma justificativa clara, talvez seja melhor não comprar.


CAPÍTULO 9

O PERIGO DAS PEQUENAS COMPRAS

Muitos empresários se preocupam com uma compra de R$ 5.000, mas não percebem que pequenas despesas também podem consumir milhares de reais.

R$ 20 aqui.

R$ 30 ali.

R$ 50 em outra coisa.

R$ 100 em uma compra aparentemente pequena.

No final do mês, o total pode ser surpreendente.

Por isso, toda despesa deve ser registrada.

Não importa se é R$ 5 ou R$ 5.000.

Dinheiro sem controle desaparece rapidamente.


CAPÍTULO 10

ESTOQUE PARADO É DINHEIRO PARADO

Imagine que uma empresa tenha R$ 15.000 em mercadorias.

A pessoa pode pensar:

“Tenho R$ 15.000 em estoque.”

Mas ela não tem R$ 15.000 disponíveis no caixa.

Ela tem produtos que precisam ser vendidos.

Enquanto estão parados, aquele dinheiro está preso.

Por isso, estoque precisa ser planejado.

Não compre somente porque está barato.

Um produto barato que não vende pode sair muito caro.


CAPÍTULO 11

CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS

Todo empreendedor precisa conhecer seus custos.

Custos fixos

São despesas que tendem a existir mesmo quando as vendas diminuem.

Exemplos:

  • aluguel;
  • internet;
  • sistemas;
  • determinadas mensalidades;
  • salários fixos;
  • contabilidade.

Custos variáveis

Normalmente aumentam ou diminuem conforme as vendas ou produção.

Exemplos:

  • matéria-prima;
  • embalagem;
  • comissão;
  • determinadas taxas;
  • frete relacionado à venda.

Sem conhecer os custos, fica muito difícil estabelecer um preço correto.


CAPÍTULO 12

FATURAMENTO NÃO É LUCRO

Imagine que uma empresa tenha vendido R$ 20.000.

Isso parece maravilhoso.

Mas vamos imaginar que tenha gasto:

R$ 8.000 com mercadorias;

R$ 3.000 com despesas;

R$ 2.000 com impostos e taxas;

R$ 2.000 com marketing e transporte.

O resultado será muito diferente dos R$ 20.000 que entraram em vendas.

Por isso, nunca avalie uma empresa apenas pelo faturamento.

Pergunte:

“Quanto realmente sobrou?”


CAPÍTULO 13

COMO CALCULAR O PREÇO

Preço não deve ser escolhido apenas olhando o concorrente.

Você precisa conhecer seus próprios números.

O preço precisa considerar, conforme a atividade:

  • custo do produto;
  • matéria-prima;
  • mão de obra;
  • embalagem;
  • transporte;
  • taxas;
  • impostos;
  • despesas;
  • margem desejada;
  • percepção de valor.

Um preço aparentemente alto pode ser necessário para que a empresa sobreviva.

Um preço aparentemente baixo pode gerar prejuízo.


CAPÍTULO 14

NÃO COPIE O PREÇO DO CONCORRENTE

Você não sabe necessariamente:

  • quanto o concorrente paga;
  • quanto ele compra;
  • quais fornecedores utiliza;
  • quais impostos paga;
  • quais despesas possui;
  • quanto vende;
  • qual margem trabalha.

Portanto, o preço dele não precisa ser o seu.

Observe o mercado.

Estude os concorrentes.

Mas faça seus próprios cálculos.


CAPÍTULO 15

DESCONTOS

Desconto pode ser uma estratégia de vendas.

Mas desconto sem cálculo pode virar prejuízo.

Antes de oferecer desconto, descubra quanto realmente sobrará.

Nunca faça uma promoção simplesmente porque:

“Preciso vender.”

Primeiro descubra por que não está vendendo.

Pode ser:

  • preço;
  • produto inadequado;
  • comunicação;
  • atendimento;
  • localização;
  • público errado;
  • baixa divulgação;
  • concorrência;
  • qualidade;
  • falta de confiança.

CAPÍTULO 16

CAPITAL DE GIRO

Capital de giro é o dinheiro necessário para manter a operação funcionando.

Ele ajuda a empresa a pagar suas obrigações enquanto aguarda o recebimento das vendas.

Pode ser necessário para:

  • comprar mercadorias;
  • pagar fornecedores;
  • manter despesas;
  • atravessar períodos de baixa;
  • lidar com imprevistos.

Uma empresa pode vender bem e ainda assim enfrentar problemas de caixa.

Por isso, controlar o fluxo financeiro é fundamental.


CAPÍTULO 17

RESERVA FINANCEIRA DA EMPRESA

Empresas também precisam pensar em segurança.

Uma reserva pode ajudar em momentos de:

  • queda nas vendas;
  • aumento de custos;
  • problemas com equipamentos;
  • emergências;
  • atrasos de recebimentos;
  • períodos de baixa procura.

O tamanho dessa reserva depende de cada negócio.

Quanto maiores os custos e riscos, maior pode ser a necessidade de proteção.


CAPÍTULO 18

EMPRÉSTIMOS E DÍVIDAS

Empréstimo não é necessariamente ruim.

O problema está em pegar dinheiro sem saber como ele será pago.

Antes de assumir uma dívida, pergunte:

“Esse dinheiro vai ajudar a empresa a gerar resultado?”

Existe diferença entre pegar crédito para aumentar a capacidade do negócio e pegar dinheiro emprestado simplesmente para cobrir gastos que continuam maiores que as receitas.

Crédito precisa ser planejado.


CAPÍTULO 19

INVESTIMENTO NÃO É SINÔNIMO DE GASTAR

É comum o empreendedor pensar:

“Preciso investir na minha empresa.”

E começa a comprar.

Mas investimento precisa ter objetivo.

Antes de gastar, pergunte:

“Qual resultado espero obter com esse investimento?”

Se a resposta for:

“Porque achei bonito.”

“Porque todo mundo está comprando.”

“Porque estava em promoção.”

Isso pode não ser investimento.

Pode ser apenas consumo.


CAPÍTULO 20

MARKETING

Marketing não significa simplesmente publicar fotos nas redes sociais.

Marketing é comunicação estratégica.

É mostrar:

  • quem você é;
  • o que oferece;
  • para quem;
  • qual problema resolve;
  • quais benefícios oferece;
  • por que o cliente deveria confiar;
  • por que deveria comprar.

Cada publicação pode ter um objetivo:

  • informar;
  • ensinar;
  • atrair;
  • gerar desejo;
  • criar autoridade;
  • vender;
  • fidelizar.

CAPÍTULO 21

VENDAS

Sem vendas, não existe negócio sustentável.

Você pode ter:

  • logotipo bonito;
  • loja bonita;
  • embalagem bonita;
  • Instagram bonito.

Mas se ninguém compra, alguma coisa precisa ser corrigida.

Vender não é enganar.

Vender é apresentar uma solução para uma pessoa que pode se beneficiar dela.

Aprender a vender é uma das habilidades mais importantes para qualquer empreendedor.


CAPÍTULO 22

ATENDIMENTO

O cliente não compra apenas o produto.

Ele também compra a experiência.

Um bom atendimento envolve:

  • educação;
  • respeito;
  • rapidez;
  • clareza;
  • cumprimento de prazos;
  • transparência;
  • solução de problemas.

Um cliente mal atendido pode não apenas deixar de comprar novamente.

Ele também pode contar para outras pessoas.


CAPÍTULO 23

FIDELIZAÇÃO

Conquistar um cliente é importante.

Fazer com que ele volte é ainda melhor.

Um cliente satisfeito pode:

  • comprar novamente;
  • indicar;
  • recomendar;
  • compartilhar;
  • comentar;
  • defender sua marca.

Por isso, pense:

“O que posso fazer para que esse cliente tenha vontade de voltar?”


CAPÍTULO 24

REDES SOCIAIS

As redes sociais podem ajudar muito um negócio.

Mas existe um perigo:

depender exclusivamente delas.

O algoritmo muda.

A plataforma muda.

O alcance muda.

Por isso, construa também:

  • relacionamento com clientes;
  • lista de contatos;
  • cadastro;
  • marca;
  • reputação;
  • site, quando fizer sentido;
  • base própria de clientes.

Nunca coloque todo o seu negócio nas mãos de uma única plataforma.


CAPÍTULO 25

NÃO TENTE FAZER TUDO AO MESMO TEMPO

Instagram.

TikTok.

Facebook.

YouTube.

Pinterest.

WhatsApp.

Site.

E-mail.

Marketplace.

É fácil se perder.

Você não precisa estar em todos os lugares.

Escolha os canais onde seu público realmente está.

É melhor fazer duas plataformas bem feitas do que estar em sete e não conseguir administrar nenhuma.


CAPÍTULO 26

ORGANIZAÇÃO

A desorganização custa dinheiro.

Organize:

  • documentos;
  • contas;
  • estoque;
  • fornecedores;
  • clientes;
  • pedidos;
  • contratos;
  • senhas;
  • agenda;
  • notas fiscais;
  • comprovantes.

Não deixe tudo apenas na memória.

Crie processos.

Quanto mais o negócio cresce, mais importante isso se torna.


CAPÍTULO 27

CONTROLE FINANCEIRO

Todo empreendedor deveria saber responder:

Quanto entrou?

Quanto saiu?

Quanto tenho a pagar?

Quanto tenho a receber?

Quanto tenho em estoque?

Quanto devo?

Quanto custa manter a empresa?

Quanto estou lucrando?

Quanto posso retirar?

Se você não sabe responder, provavelmente precisa melhorar seu controle financeiro.


CAPÍTULO 28

PRINCIPAIS INDICADORES

Alguns números são especialmente importantes.

Faturamento

Quanto a empresa vendeu.

Custos

Quanto foi gasto diretamente ou indiretamente para manter a operação.

Lucro

Quanto realmente sobrou depois dos custos e despesas pertinentes.

Margem

Quanto do faturamento representa o resultado.

Ticket médio

Quanto cada cliente gasta, em média.

Número de clientes

Quantas pessoas compraram.

Recorrência

Quantas voltam a comprar.

Fluxo de caixa

Quanto dinheiro entra e sai ao longo do tempo.

Esses números ajudam a tomar decisões com mais racionalidade.


CAPÍTULO 29

POR QUE UM NEGÓCIO PODE DAR ERRADO?

Um negócio raramente fracassa por apenas uma razão.

Normalmente existe uma combinação de problemas.

Entre eles:

  • falta de planejamento;
  • falta de clientes;
  • preço errado;
  • despesas elevadas;
  • compras desnecessárias;
  • estoque parado;
  • excesso de dívidas;
  • mistura de dinheiro pessoal e empresarial;
  • falta de controle financeiro;
  • falta de marketing;
  • atendimento ruim;
  • crescimento rápido demais;
  • falta de conhecimento;
  • retirada excessiva de dinheiro;
  • falta de capital de giro;
  • depender de poucos clientes;
  • não acompanhar os resultados.

CAPÍTULO 30

COMPORTAMENTOS QUE PODEM SABOTAR UM NEGÓCIO

O maior problema de uma empresa nem sempre está fora dela.

Às vezes está no comportamento do próprio empreendedor.

Alguns exemplos:

“Eu mereço comprar isso.”

“Depois eu vejo quanto gastei.”

“Quando vender, eu pago.”

“Todo mundo está fazendo.”

“Meu concorrente cobra isso.”

“Não preciso controlar porque vendo bastante.”

“É só uma comprinha.”

“Depois eu organizo.”

Essas frases parecem pequenas.

Mas podem causar grandes problemas.


CAPÍTULO 31

CRESCER RÁPIDO DEMAIS

Crescimento é maravilhoso.

Mas crescimento sem estrutura pode ser perigoso.

Imagine uma empresa que dobra as vendas.

Parece ótimo.

Mas agora ela precisa:

  • comprar mais;
  • produzir mais;
  • contratar;
  • entregar mais;
  • atender mais;
  • administrar mais dinheiro;
  • suportar mais custos.

Se a estrutura não acompanhar, o crescimento pode gerar caos.

Crescer não é apenas vender mais.

É conseguir sustentar o crescimento.


CAPÍTULO 32

FAMÍLIA E EMPRESA

Misturar família e empresa exige muito cuidado.

Uma coisa é ajudar alguém.

Outra é retirar dinheiro constantemente da empresa para resolver problemas pessoais.

Se você transformar a empresa em uma espécie de banco da família, poderá comprometer o futuro do negócio.

A empresa precisa sobreviver.

Depois de saudável, poderá proporcionar melhores condições para todos.


CAPÍTULO 33

SÓCIOS

Ter um sócio pode ser excelente.

Mas também pode gerar conflitos.

Antes de entrar em uma sociedade, é importante discutir:

  • funções;
  • responsabilidades;
  • investimentos;
  • divisão de lucros;
  • retirada;
  • tomada de decisões;
  • entrada de novos sócios;
  • saída de um sócio;
  • dívidas;
  • propriedade dos bens;
  • resolução de conflitos.

Sociedade deve ser tratada com profissionalismo.

Amizade não substitui contrato.

Parentesco também não.


CAPÍTULO 34

VOCÊ NÃO PRECISA FAZER TUDO SOZINHA

No começo, é normal fazer muitas coisas.

Mas existe um limite.

Quando o negócio cresce, pode ser necessário buscar ajuda.

Essa ajuda pode vir de:

  • contador;
  • designer;
  • fotógrafo;
  • profissional de marketing;
  • advogado;
  • assistente;
  • consultor;
  • especialista técnico.

Delegar não significa perder o controle.

Significa utilizar melhor seu tempo.


CAPÍTULO 35

QUANDO CONTRATAR

Não contrate simplesmente porque está cansada.

Observe se a contratação realmente faz sentido financeiro.

Pergunte:

  • Tenho demanda?
  • Tenho receita suficiente?
  • Essa pessoa vai gerar ou liberar capacidade para gerar mais resultado?
  • Consigo manter esse custo?
  • Tenho processos organizados?

Contratar cedo demais pode aumentar muito os custos.

Contratar tarde demais também pode prejudicar a empresa.


CAPÍTULO 36

TESTE ANTES DE INVESTIR MUITO

Uma das estratégias mais inteligentes para começar um negócio é testar.

Antes de investir R$ 20.000, talvez seja possível testar com R$ 500.

Antes de alugar uma loja, talvez seja possível vender pela internet.

Antes de comprar grande quantidade, talvez seja possível comprar pouco.

Antes de produzir 100 unidades, talvez seja possível produzir 10.

O teste reduz o risco.

Primeiro valide.

Depois cresça.


CAPÍTULO 37

TRANSFORMANDO UMA HABILIDADE EM NEGÓCIO

Você sabe cozinhar?

Pode existir um negócio.

Sabe fotografar?

Pode existir um negócio.

Sabe costurar?

Pode existir um negócio.

Sabe ensinar?

Pode existir um negócio.

Sabe organizar?

Pode existir um negócio.

Sabe vender?

Pode existir um negócio.

Mas transformar habilidade em negócio exige mais do que saber fazer.

Você precisa descobrir:

Quem precisa disso?

Quanto pagaria?

Como chegar até esse cliente?

Quanto custa entregar?

Quanto sobra?


CAPÍTULO 38

DEZ NEGÓCIOS QUE PODEM SER INTERESSANTES PARA MULHERES

1. FOTOGRAFIA PROFISSIONAL

A fotografia pode ser transformada em uma empresa bastante diversificada.

É possível trabalhar com:

  • ensaios femininos;
  • fotografia de produtos;
  • gastronomia;
  • empresas;
  • arquitetura;
  • imóveis;
  • eventos;
  • marcas pessoais;
  • conteúdo para redes sociais;
  • catálogos.

O investimento inicial depende do segmento.

É importante não cair no erro de comprar equipamentos caros antes de conquistar clientes.

O fotógrafo não vende apenas fotografias.

Vende imagem, memória, comunicação e percepção de valor.


2. ALIMENTAÇÃO

A alimentação é uma área com diversas possibilidades.

Pode envolver:

  • marmitas;
  • doces;
  • bolos;
  • salgados;
  • congelados;
  • refeições para empresas;
  • kits para festas;
  • temperos;
  • produtos artesanais.

Uma vantagem é poder começar pequeno.

Você pode testar alguns produtos, observar quais têm maior procura e depois ampliar.

O principal cuidado é calcular corretamente:

  • ingredientes;
  • embalagem;
  • gás;
  • energia;
  • transporte;
  • taxas;
  • mão de obra;
  • desperdício;
  • impostos, quando aplicáveis.

3. BELEZA

O mercado de beleza oferece diversas possibilidades.

Entre elas:

  • manicure;
  • pedicure;
  • maquiagem;
  • sobrancelhas;
  • cabelos;
  • penteados;
  • cílios;
  • estética, observadas as exigências profissionais e legais.

Uma característica interessante desse segmento é a possibilidade de recorrência.

Uma cliente satisfeita pode retornar regularmente.

Mas é necessário investir em capacitação, higiene, atendimento e segurança.


4. LOJA DE ROUPAS E ACESSÓRIOS

É possível trabalhar com:

  • roupas femininas;
  • moda fitness;
  • moda íntima;
  • acessórios;
  • bolsas;
  • calçados;
  • moda plus size;
  • nichos específicos.

Não é necessário começar com uma grande loja.

Dependendo do modelo, pode-se começar com estoque reduzido, vendas sob encomenda ou comércio pela internet.

O maior cuidado é evitar estoque excessivo.


5. PRODUTOS PERSONALIZADOS

Produtos personalizados possuem forte apelo emocional.

Podem incluir:

  • papelaria;
  • presentes;
  • canecas;
  • caixas;
  • lembranças;
  • itens para festas;
  • produtos corporativos.

O diferencial está em transformar um produto comum em algo específico para aquela pessoa ou ocasião.

É possível trabalhar com datas comemorativas, casamentos, aniversários, empresas e presentes.


6. MARKETING E CRIAÇÃO DE CONTEÚDO

Muitas pequenas empresas precisam aparecer na internet, mas não sabem produzir conteúdo.

Isso cria oportunidades para profissionais que dominam:

  • redes sociais;
  • fotografia;
  • edição de vídeo;
  • textos;
  • planejamento;
  • criação de conteúdo.

É possível trabalhar com contratos mensais.

Por exemplo:

Um pacote pode incluir determinada quantidade de fotografias, vídeos e conteúdos por mês.

A receita recorrente pode ajudar a dar maior previsibilidade financeira ao negócio.


7. SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

Mulheres organizadas podem transformar essa habilidade em serviço.

Dependendo das atividades e qualificações, podem trabalhar com:

  • organização de documentos;
  • atendimento;
  • agenda;
  • cadastro;
  • planilhas;
  • acompanhamento de pedidos;
  • suporte administrativo;
  • organização de informações.

É uma possibilidade que pode exigir pouco investimento inicial.

Nesse caso, conhecimento, organização e responsabilidade são os principais recursos.


8. CURSOS E PRODUTOS DIGITAIS

Quem possui conhecimento em determinada área pode transformá-lo em produto digital.

Pode criar:

  • cursos;
  • aulas;
  • workshops;
  • e-books;
  • apostilas;
  • comunidades;
  • treinamentos.

Alguns exemplos de temas:

  • culinária;
  • fotografia;
  • artesanato;
  • organização;
  • maquiagem;
  • costura;
  • ferramentas digitais;
  • conhecimentos profissionais.

É importante ensinar aquilo que realmente domina e não prometer resultados garantidos.


9. ARTESANATO

O artesanato pode se transformar em uma marca.

Algumas possibilidades:

  • crochê;
  • costura;
  • bordado;
  • decoração;
  • velas;
  • papelaria;
  • lembranças;
  • peças decorativas.

Um dos maiores desafios é calcular corretamente o preço.

Não considere apenas o material.

Também é preciso considerar o tempo de produção, embalagem, taxas, despesas e margem.

Se uma peça demora quatro horas para ficar pronta, essas quatro horas têm valor.


10. CONSULTORIA, MENTORIA OU SERVIÇOS ESPECIALIZADOS

Mulheres que possuem experiência profissional podem transformar conhecimento em serviço.

Dependendo da formação e das regras profissionais aplicáveis, podem existir oportunidades em áreas como:

  • organização;
  • marketing;
  • fotografia;
  • vendas;
  • carreira;
  • educação;
  • consultoria empresarial;
  • desenvolvimento profissional.

Nesse modelo, o principal produto é o conhecimento.

Quanto maior a capacidade de resolver um problema específico, maior pode ser o valor percebido pelo cliente.

É fundamental, porém, respeitar os limites de atuação e as exigências legais de profissões regulamentadas.


CAPÍTULO 39

COMO ESCOLHER O NEGÓCIO CERTO?

Antes de escolher, responda:

1. Eu sei fazer?

Se não sei, consigo aprender?

2. Existe procura?

As pessoas realmente compram?

3. Quanto preciso investir?

Tenho esse dinheiro?

4. Quanto custa manter?

Consigo pagar os custos?

5. Quanto posso ganhar?

Depois de todos os custos, existe uma margem interessante?

6. Existe possibilidade de crescimento?

Posso aumentar as vendas sem aumentar os custos na mesma proporção?

7. Eu consigo me imaginar fazendo isso durante anos?

Porque um negócio exige persistência.


CAPÍTULO 40

A REGRA DE OURO

Antes de investir muito:

TESTE PEQUENO.

Não compre um estoque enorme antes de saber se vende.

Não alugue uma loja grande antes de testar o mercado.

Não compre equipamentos caríssimos antes de ter demanda.

Não faça uma dívida enorme antes de entender o negócio.

Comece pequeno.

Teste.

Observe.

Corrija.

Venda.

Aprenda.

Depois cresça.


CONCLUSÃO

Empreender não significa simplesmente abrir uma empresa.

Empreender significa aprender a administrar recursos.

O dinheiro precisa ter destino.

O estoque precisa ser controlado.

O preço precisa ser calculado.

O cliente precisa ser compreendido.

As compras precisam ter propósito.

As despesas precisam ser acompanhadas.

O lucro precisa ser respeitado.

Uma empresa nem sempre quebra por causa de um único grande erro.

Muitas vezes, ela vai sendo enfraquecida aos poucos.

Uma compra desnecessária.

Um desconto sem cálculo.

Uma retirada do caixa.

Uma dívida.

Um estoque parado.

Um preço errado.

Uma despesa ignorada.

Uma mistura constante entre dinheiro pessoal e dinheiro empresarial.

Pequenas decisões podem produzir grandes consequências.

Por isso, a pergunta não deve ser apenas:

“Quanto meu negócio vende?”

A pergunta precisa ser:

“Quanto meu negócio realmente produz de resultado e quão saudável está a estrutura que sustenta esse resultado?”

Um negócio saudável não é simplesmente aquele que vende muito.

É aquele que consegue vender, pagar suas contas, remunerar adequadamente quem trabalha nele, manter capital para continuar funcionando, enfrentar períodos difíceis e crescer de maneira sustentável.

Construir um negócio exige coragem.

Mas manter um negócio exige conhecimento.

E quanto mais você conhece os números, os clientes, o mercado e o próprio comportamento, maiores são as chances de tomar decisões melhores.

Não é necessário começar grande.

É necessário começar com consciência.

Seu negócio não precisa nascer grande.

Ele precisa nascer organizado.

E crescer de forma que o dinheiro acompanhe o crescimento.


FRASE FINAL

“Não confunda movimento com crescimento. Um negócio pode estar vendendo todos os dias e, ainda assim, estar caminhando para o prejuízo. Crescimento de verdade acontece quando as vendas aumentam, os números estão sob controle e o negócio consegue permanecer saudável.”

DIVULGUE SEU NEGÓCIO NAS REDES SOCIAIS

Guia prático para divulgar produtos e serviços, atrair clientes e transformar redes sociais em ferramentas de vendas



APRESENTAÇÃO

Hoje, ter um bom produto ou prestar um excelente serviço não é suficiente.

As pessoas precisam descobrir que você existe.

É por isso que a divulgação se tornou uma das partes mais importantes de qualquer negócio.

Você pode fazer o melhor bolo da sua cidade.

Pode ser uma excelente fotógrafa.

Pode vender roupas maravilhosas.

Pode fazer unhas impecáveis.

Pode produzir artesanato.

Pode oferecer um serviço excelente.

Mas, se ninguém souber que você existe, poucas pessoas terão a oportunidade de comprar.

As redes sociais mudaram completamente a maneira como pequenos negócios podem encontrar clientes.

Antigamente, uma empresa precisava de grandes investimentos em publicidade para alcançar muitas pessoas.

Hoje, uma pequena empreendedora pode apresentar seu trabalho para milhares de pessoas usando um celular.

Mas existe uma diferença entre estar nas redes sociais e saber utilizá-las para um negócio.

Criar uma conta e publicar qualquer coisa de vez em quando não é estratégia.

É preciso entender:

  • o que publicar;
  • onde publicar;
  • para quem publicar;
  • como apresentar um produto;
  • como apresentar um serviço;
  • como criar vídeos;
  • como tirar boas fotografias;
  • como escrever legendas;
  • como utilizar Stories;
  • como conversar com o público;
  • como transformar atenção em interesse;
  • como transformar interesse em venda.

Este livro foi criado para ensinar isso de maneira simples.


CAPÍTULO 1

ANTES DE COMEÇAR: VOCÊ NÃO ESTÁ APENAS POSTANDO

Uma das primeiras coisas que um empreendedor precisa entender é:

conteúdo não é apenas publicação.

Cada conteúdo pode ter uma função.

Ele pode:

  • apresentar sua marca;
  • ensinar alguma coisa;
  • mostrar seu produto;
  • mostrar seu trabalho;
  • responder uma dúvida;
  • gerar desejo;
  • criar confiança;
  • mostrar autoridade;
  • aproximar o público;
  • divulgar uma promoção;
  • gerar vendas.

Antes de publicar, pergunte:

“O que eu quero que essa publicação faça?”

Se você não sabe responder, provavelmente está publicando sem estratégia.


CAPÍTULO 2

DEFINA QUEM VOCÊ QUER ATRAIR

Não tente falar com todo mundo.

Imagine uma fotógrafa que publica:

“Faço fotografia.”

É muito amplo.

Agora imagine:

“Fotografia feminina para mulheres que querem registrar uma nova fase da vida.”

A segunda comunicação é muito mais específica.

Da mesma forma:

Uma confeiteira pode dizer:

“Faço doces.”

Ou:

“Faço bolos personalizados para aniversários e comemorações especiais.”

Quanto mais clara for sua comunicação, mais fácil será para o cliente entender o que você oferece.


CAPÍTULO 3

CONSTRUA UMA IDENTIDADE

Antes de sair publicando, pense em como deseja que as pessoas reconheçam sua marca.

Escolha:

  • estilo;
  • linguagem;
  • cores;
  • tipo de fotografia;
  • maneira de escrever;
  • tipo de conteúdo;
  • posicionamento.

Você não precisa ter uma marca perfeita.

Precisa ter uma marca coerente.

Se cada publicação parece pertencer a uma empresa diferente, o público terá dificuldade para memorizar você.


CAPÍTULO 4

O PERFIL DA EMPRESA

Seu perfil precisa responder rapidamente:

Quem é você?

O que você faz?

Para quem?

Como entrar em contato?

Onde comprar ou contratar?

Sua biografia precisa ser clara.

Exemplo:

Fotografia feminina | Sorocaba

Ensaios naturais para mulheres que querem registrar sua história.

📷 Ensaios e fotografia profissional
📍 Sorocaba e região
📲 Agendamentos pelo WhatsApp

O cliente não deve precisar investigar seu perfil inteiro para descobrir o que você faz.


CAPÍTULO 5

INSTAGRAM

O Instagram é uma das redes mais interessantes para negócios que dependem de imagem, relacionamento e descoberta.

Ele pode ser utilizado para:

  • mostrar produtos;
  • apresentar serviços;
  • publicar vídeos;
  • criar relacionamento;
  • mostrar bastidores;
  • receber mensagens;
  • divulgar promoções;
  • construir autoridade.

O QUE PUBLICAR NO INSTAGRAM?

Você pode trabalhar com quatro grandes grupos de conteúdo:

1. CONTEÚDO EDUCATIVO

Ensine alguma coisa.

Exemplo para uma fotógrafa:

“5 erros que podem deixar suas fotos escuras.”

Exemplo para uma confeiteira:

“Como conservar corretamente um bolo depois de aberto.”

Exemplo para uma loja:

“Como escolher o tamanho correto de uma calça.”


2. CONTEÚDO DE AUTORIDADE

Mostre que você entende do que faz.

Pode mostrar:

  • processo;
  • conhecimento;
  • experiência;
  • resultados;
  • bastidores;
  • antes e depois;
  • depoimentos.

3. CONTEÚDO DE DESEJO

Mostre aquilo que você vende de maneira que desperte interesse.

Não escreva apenas:

“Bolo de chocolate disponível.”

Mostre:

  • detalhes;
  • textura;
  • recheio;
  • embalagem;
  • preparação;
  • ocasião;
  • experiência.

Venda a experiência, não apenas o objeto.


4. CONTEÚDO DE VENDA

Diga claramente o que está oferecendo.

Exemplo:

“Agenda aberta para ensaios de setembro.”

Ou:

“Encomendas abertas para bolos personalizados.”

Não tenha medo de vender.

Você não precisa pedir desculpas por oferecer seu trabalho.


CAPÍTULO 6

REELS

Os vídeos curtos podem ajudar a alcançar pessoas que ainda não conhecem seu perfil.

Você não precisa produzir vídeos cinematográficos.

Um celular pode ser suficiente para começar.

Algumas ideias:

  • mostrando o produto;
  • preparando o produto;
  • mostrando os bastidores;
  • antes e depois;
  • respondendo perguntas;
  • mostrando erros comuns;
  • contando uma história;
  • mostrando o processo;
  • mostrando resultados;
  • apresentando novidades.

UMA ESTRUTURA SIMPLES PARA VÍDEO

COMEÇO: chame a atenção.

MEIO: entregue alguma informação.

FINAL: faça um convite.

Exemplo:

“Você está cometendo esse erro ao fotografar seus produtos?”

Depois explique.

No final:

“Se você vende pela internet, salve esse vídeo porque essa dica pode melhorar muito suas fotos.”


CAPÍTULO 7

STORIES

Stories são excelentes para relacionamento.

Enquanto uma publicação pode mostrar seu trabalho, os Stories podem mostrar você.

Mostre:

  • rotina;
  • bastidores;
  • preparação;
  • pedidos;
  • produtos;
  • novidades;
  • dúvidas;
  • enquetes;
  • perguntas;
  • depoimentos;
  • resultados.

Você pode criar uma sequência.

EXEMPLO

Story 1:

“Hoje comecei cedo por aqui.”

Story 2:

Mostre o processo.

Story 3:

Mostre o produto.

Story 4:

“E você, qual escolheria?”

Story 5:

Mostre a opção mais votada.

Story 6:

“Se quiser encomendar, me chama no WhatsApp.”

Assim, você cria relacionamento e venda dentro da mesma sequência.


CAPÍTULO 8

COMO FAZER UMA BOA FOTO PARA VENDER

Não é necessário ter uma câmera profissional.

Mas é necessário ter cuidado.

Observe:

  • iluminação;
  • limpeza;
  • fundo;
  • enquadramento;
  • foco;
  • composição.

A luz natural próxima a uma janela pode produzir excelentes resultados.

Evite fotografar produtos em locais escuros e desorganizados.

O cliente precisa enxergar aquilo que está comprando.


CAPÍTULO 9

COMO ESCREVER UMA LEGENDA

Uma legenda não precisa ser enorme.

Ela precisa ser útil.

Uma estrutura simples:

CHAMADA

Apresente o assunto.

INFORMAÇÃO

Explique.

BENEFÍCIO

Mostre por que aquilo importa.

AÇÃO

Diga o que a pessoa deve fazer.

Exemplo:

“Você está escolhendo uma roupa apenas pela aparência?

Além da beleza, observe o tecido, o caimento e a qualidade do acabamento.

Uma boa peça precisa funcionar no seu corpo e na sua rotina.

Gostou dessa dica? Salve para consultar depois.”


CAPÍTULO 10

FACEBOOK

O Facebook continua sendo útil para muitos negócios, especialmente quando existe uma comunidade local.

Pode ser utilizado para:

  • publicar produtos;
  • divulgar serviços;
  • participar de grupos;
  • criar uma página profissional;
  • compartilhar conteúdos;
  • divulgar eventos;
  • conversar com clientes;
  • anunciar.

GRUPOS

Grupos locais podem ser interessantes.

Mas não entre em um grupo simplesmente para publicar:

“Compre meu produto.”

Primeiro participe.

Ajude.

Responda.

Contribua.

Depois apresente seu negócio quando fizer sentido e respeitando as regras do grupo.


CAPÍTULO 11

PÁGINA DO FACEBOOK

Sua página deve ter:

  • nome;
  • categoria;
  • descrição;
  • telefone;
  • WhatsApp, se aplicável;
  • endereço, se necessário;
  • horário;
  • site;
  • fotos;
  • informações sobre os produtos ou serviços.

Mantenha as informações atualizadas.


CAPÍTULO 12

TIKTOK

O TikTok é especialmente interessante para vídeos.

A plataforma favorece conteúdos que prendem a atenção.

Você pode mostrar:

  • bastidores;
  • processos;
  • dicas;
  • histórias;
  • erros;
  • curiosidades;
  • transformação;
  • demonstrações;
  • produtos.

Você não precisa dançar.

Um negócio pode crescer mostrando aquilo que realmente faz.

EXEMPLO

Uma confeiteira pode mostrar:

“Como faço um bolo personalizado do começo ao fim.”

Uma fotógrafa:

“Como preparo um ensaio feminino.”

Uma artesã:

“Como transformo esse material em uma peça.”

O processo pode ser tão interessante quanto o resultado.


CAPÍTULO 13

COMO COMEÇAR UM VÍDEO

Os primeiros segundos são importantes.

Evite começar sempre com:

“Oi, pessoal, tudo bem?”

Você pode começar diretamente pelo assunto.

Exemplos:

“Se você vende produtos pela internet, precisa saber disso.”

“Olha o que aconteceu quando eu fiz isso.”

“Você está cometendo esse erro?”

“Antes de comprar esse produto, veja isso.”

“Vou mostrar como faço.”

Depois, entregue o conteúdo prometido.


CAPÍTULO 14

YOUTUBE

O YouTube é interessante para conteúdos mais completos.

Enquanto vídeos curtos podem ajudar na descoberta, vídeos maiores podem aprofundar assuntos.

Você pode criar:

  • tutoriais;
  • aulas;
  • demonstrações;
  • entrevistas;
  • avaliações;
  • bastidores;
  • histórias;
  • conteúdo educativo.

Uma empresa de culinária poderia criar:

“Como fazer um bolo perfeito.”

Uma fotógrafa poderia criar:

“Como tirar melhores fotos com o celular.”

Uma profissional de beleza poderia ensinar cuidados básicos.


CAPÍTULO 15

YOUTUBE SHORTS

Os Shorts permitem reaproveitar ideias de vídeos curtos.

Você pode transformar:

  • uma dica;
  • uma resposta;
  • um bastidor;
  • uma demonstração;
  • uma parte de uma aula

em um vídeo curto.

Isso permite aproveitar melhor o conteúdo produzido.


CAPÍTULO 16

PINTEREST

O Pinterest funciona de maneira diferente das redes sociais tradicionais.

Ele é muito interessante para conteúdos visuais e para descoberta.

Pode ser utilizado por:

  • fotógrafas;
  • decoradoras;
  • confeiteiras;
  • artesãs;
  • lojas;
  • designers;
  • profissionais de casamento;
  • moda;
  • beleza.

Crie imagens verticais e coloque títulos claros.

Exemplo:

“10 ideias de decoração para aniversário.”

“5 poses para ensaio feminino.”

“Ideias de bolo para aniversário.”

“Looks femininos para o inverno.”

O objetivo é fazer com que a pessoa encontre seu conteúdo e tenha vontade de conhecer seu negócio.


CAPÍTULO 17

WHATSAPP

O WhatsApp pode ser uma das ferramentas mais importantes para transformar interesse em atendimento.

Organize seu perfil profissional.

Tenha:

  • foto;
  • nome;
  • descrição;
  • horário;
  • catálogo, quando disponível;
  • informações claras.

Não envie mensagens desesperadas.

Não fique mandando:

“Oi, quer comprar?”

Use o WhatsApp para atender.

Pergunte o que a pessoa precisa.

Explique.

Apresente opções.

Tire dúvidas.

Facilite a compra.


CAPÍTULO 18

COMO TRANSFORMAR SEGUIDOR EM CLIENTE

Ter seguidores é agradável.

Mas seguidores não pagam contas.

O objetivo de uma empresa é criar relacionamento e gerar negócios.

Um caminho possível é:

ATENÇÃO → INTERESSE → CONFIANÇA → DESEJO → COMPRA → EXPERIÊNCIA → FIDELIZAÇÃO.

Primeiro a pessoa descobre você.

Depois começa a acompanhar.

Depois passa a confiar.

Depois deseja seu produto.

Depois compra.

Se a experiência for boa, pode voltar.


CAPÍTULO 19

NÃO PUBLIQUE APENAS PRODUTOS

Imagine uma loja que publica todos os dias:

“Compre.”

“Promoção.”

“Compre.”

“Últimas unidades.”

“Compre.”

Depois de algum tempo, as pessoas podem simplesmente ignorar.

Misture conteúdos.

UMA BOA VARIEDADE PODE INCLUIR:

  • educação;
  • entretenimento;
  • bastidores;
  • histórias;
  • autoridade;
  • prova social;
  • produto;
  • promoção;
  • relacionamento.

CAPÍTULO 20

MOSTRE PROVAS

As pessoas gostam de saber se outras pessoas já compraram e ficaram satisfeitas.

Você pode mostrar, com autorização quando necessário:

  • depoimentos;
  • avaliações;
  • mensagens;
  • resultados;
  • fotos de clientes;
  • trabalhos realizados;
  • antes e depois.

Prova social ajuda a reduzir insegurança.


CAPÍTULO 21

BASTIDORES VENDEM

Muitas pessoas gostam de ver como algo é feito.

Mostre:

  • preparação;
  • embalagem;
  • organização;
  • erros;
  • acertos;
  • ferramentas;
  • materiais;
  • processo.

Uma pessoa que vê todo o cuidado envolvido pode perceber mais valor no produto final.


CAPÍTULO 22

COMO FAZER UMA PROMOÇÃO

Uma promoção precisa ter objetivo.

Pode ser para:

  • apresentar um produto;
  • movimentar estoque;
  • atrair novos clientes;
  • comemorar uma data;
  • aumentar vendas em determinado período.

Não faça promoção permanentemente.

Se tudo está sempre em promoção, o cliente pode começar a esperar o desconto.


CAPÍTULO 23

DATAS COMEMORATIVAS

Planeje antecipadamente.

Algumas datas importantes podem incluir:

  • Dia das Mães;
  • Dia dos Pais;
  • Dia dos Namorados;
  • Natal;
  • Ano Novo;
  • Dia das Crianças;
  • aniversários;
  • volta às aulas;
  • datas relacionadas ao seu segmento.

Não espere a data chegar.

Prepare conteúdo e ofertas antes.


CAPÍTULO 24

HASHTAGS

Hashtags podem ajudar na organização e descoberta de conteúdo, mas não são uma fórmula mágica.

Use termos relacionados ao assunto.

Por exemplo, uma fotógrafa pode trabalhar com termos relacionados a:

  • fotografia;
  • ensaio feminino;
  • fotografia profissional;
  • cidade ou região;
  • nicho específico.

Evite colocar dezenas de hashtags sem relação apenas para tentar alcançar pessoas.

Relevância é mais importante do que quantidade.


CAPÍTULO 25

LOCALIZAÇÃO

Negócios locais devem deixar clara sua região.

Se você atende em Sorocaba, por exemplo, pode utilizar:

  • localização nas publicações;
  • nome da cidade na descrição;
  • conteúdo relacionado à região;
  • perfil comercial;
  • informações de contato.

Isso facilita que pessoas próximas encontrem você.


CAPÍTULO 26

ANÚNCIOS PAGOS

Publicidade paga pode acelerar a divulgação.

Mas existe uma regra:

não coloque dinheiro em anúncio antes de entender o que está anunciando.

Antes de investir, descubra:

  • quem é seu público;
  • qual produto será divulgado;
  • qual objetivo;
  • quanto pode investir;
  • para onde a pessoa será direcionada;
  • como medir o resultado.

Não anuncie simplesmente:

“Meu negócio existe.”

Anuncie algo específico.


CAPÍTULO 27

ORÇAMENTO PARA ANÚNCIOS

Não é necessário começar com um orçamento enorme.

Você pode testar uma campanha com um valor que caiba no orçamento da empresa.

Observe:

  • quantas pessoas alcançou;
  • quantas clicaram;
  • quantas enviaram mensagem;
  • quantas compraram;
  • quanto custou cada resultado.

O objetivo não é simplesmente conseguir visualizações.

É descobrir se o investimento produz resultado.


CAPÍTULO 28

NÃO COMPRE SEGUIDORES

Comprar seguidores pode parecer tentador.

Mas seguidores falsos ou desinteressados não são clientes.

Uma conta com 20 mil seguidores e nenhuma venda pode estar em situação pior do que uma conta com 2 mil seguidores realmente interessados.

Construa público real.

Pode ser mais lento.

Mas é muito mais valioso.


CAPÍTULO 29

NÃO TENHA VERGONHA DE MOSTRAR SEU TRABALHO

Muitas mulheres possuem dificuldade de divulgar aquilo que fazem.

Pensam:

“Vão achar que estou me exibindo.”

“Vão achar que estou querendo aparecer.”

“Não quero incomodar.”

Mas existe uma diferença entre se exibir e apresentar seu trabalho.

Se você não mostra:

  • o que faz;
  • como faz;
  • quanto cuidado coloca;
  • quais resultados entrega;

como o cliente vai descobrir?

Divulgação não é arrogância.

É comunicação.


CAPÍTULO 30

NÃO COPIE OUTROS NEGÓCIOS

Observe concorrentes.

Aprenda.

Analise.

Mas não copie.

Sua empresa precisa ter identidade.

Copiar uma publicação pode até parecer fácil.

Construir uma marca própria é muito mais valioso.

Pergunte:

“O que existe na minha maneira de trabalhar que merece ser lembrado?”


CAPÍTULO 31

O PODER DAS HISTÓRIAS

As pessoas não se conectam apenas com produtos.

Elas se conectam com histórias.

Conte:

  • como começou;
  • por que escolheu esse negócio;
  • uma dificuldade que enfrentou;
  • uma conquista;
  • uma transformação;
  • uma história de cliente;
  • algo que aprendeu.

Uma história bem contada pode aproximar muito mais do que uma propaganda fria.


CAPÍTULO 32

CALENDÁRIO DE CONTEÚDO

Você não precisa acordar todos os dias pensando:

“O que vou postar hoje?”

Crie um calendário.

SEGUNDA-FEIRA

Conteúdo educativo.

TERÇA-FEIRA

Bastidores.

QUARTA-FEIRA

Produto ou serviço.

QUINTA-FEIRA

Dica ou curiosidade.

SEXTA-FEIRA

Depoimento ou prova social.

SÁBADO

Conteúdo leve ou relacionamento.

DOMINGO

História, reflexão ou planejamento da próxima semana.

Esse é apenas um exemplo.

Adapte ao seu negócio.


CAPÍTULO 33

REAPROVEITE SEU CONTEÚDO

Você não precisa criar uma ideia completamente nova para cada plataforma.

Uma mesma ideia pode virar vários conteúdos.

Por exemplo:

TEMA:

“Como fotografar um produto.”

Pode virar:

Instagram:

Reel.

Facebook:

Publicação.

TikTok:

Vídeo curto.

YouTube:

Vídeo explicativo.

Pinterest:

Imagem com dicas.

Blog:

Artigo completo.

Stories:

Dica rápida.

Assim, uma ideia pode gerar vários conteúdos.


CAPÍTULO 34

UMA PUBLICAÇÃO PODE VENDER POR MUITO TEMPO

Nem todo conteúdo precisa ser uma promoção.

Um conteúdo educativo pode continuar atraindo pessoas depois de publicado.

Por isso, crie conteúdos que respondam perguntas que seus clientes fazem frequentemente.

Eles podem continuar sendo encontrados e compartilhados.


CAPÍTULO 35

COMO RESPONDER COMENTÁRIOS

Não ignore seu público.

Quando alguém comentar:

“Quanto custa?”

Responda.

Quando alguém elogiar:

agradeça.

Quando alguém fizer uma pergunta:

explique.

Comentários são oportunidades de relacionamento.

Mas nunca entre em discussões desnecessárias.

Se houver uma crítica legítima, procure resolver.


CAPÍTULO 36

COMO LIDAR COM CRÍTICAS

Nem toda crítica significa que seu negócio é ruim.

Pergunte:

Existe alguma informação útil nessa crítica?

Se sim, aprenda.

Se for uma provocação, não transforme sua empresa em uma briga pública.

Mantenha profissionalismo.

Sua reputação vale mais do que vencer uma discussão na internet.


CAPÍTULO 37

O QUE NÃO FAZER NAS REDES SOCIAIS

Evite:

  • comprar seguidores;
  • copiar concorrentes;
  • publicar informações falsas;
  • prometer resultados impossíveis;
  • exagerar descontos;
  • ignorar clientes;
  • desaparecer por meses;
  • publicar apenas propaganda;
  • falar mal de clientes;
  • expor informações pessoais;
  • utilizar imagens sem autorização;
  • fazer spam.

Seu perfil é parte da imagem da empresa.


CAPÍTULO 38

CONSISTÊNCIA É MAIS IMPORTANTE DO QUE PERFEIÇÃO

Você não precisa criar o vídeo perfeito.

Precisa continuar.

É melhor publicar conteúdos bons de forma consistente do que passar três meses tentando produzir uma publicação perfeita.

Aprenda fazendo.

Observe.

Corrija.

Melhore.

Repita.


CAPÍTULO 39

PLANO DE 30 DIAS

SEMANA 1 — ORGANIZAÇÃO

Dia 1:

Defina seu público.

Dia 2:

Organize sua biografia.

Dia 3:

Atualize fotos e informações.

Dia 4:

Defina os principais produtos ou serviços.

Dia 5:

Escolha seus temas de conteúdo.

Dia 6:

Fotografe seus produtos ou trabalhos.

Dia 7:

Planeje a próxima semana.


SEMANA 2 — CONTEÚDO

Publique:

  • 2 conteúdos educativos;
  • 2 conteúdos mostrando seu produto ou serviço;
  • 2 conteúdos de bastidores;
  • Stories diariamente, conforme sua disponibilidade.

SEMANA 3 — RELACIONAMENTO

Faça:

  • perguntas;
  • enquetes;
  • respostas;
  • vídeos;
  • bastidores;
  • depoimentos.

Converse com seu público.


SEMANA 4 — VENDAS

Apresente:

  • produtos;
  • serviços;
  • condições de contratação;
  • novidades;
  • benefícios;
  • depoimentos;
  • ofertas, quando fizer sentido.

Observe quais conteúdos tiveram melhor resposta.


CAPÍTULO 40

COMO SABER SE A DIVULGAÇÃO ESTÁ FUNCIONANDO

Não olhe somente para curtidas.

Observe:

  • mensagens;
  • cliques;
  • compartilhamentos;
  • salvamentos;
  • visitas ao perfil;
  • pedidos de orçamento;
  • vendas;
  • clientes novos;
  • clientes recorrentes.

Uma publicação com poucas curtidas pode gerar uma venda importante.

Uma publicação com milhares de visualizações pode não gerar nenhuma venda.

Por isso, o número mais importante para uma empresa é o resultado.


CAPÍTULO 41

O CLIENTE NÃO PRECISA COMPRAR NA PRIMEIRA VEZ

Nem todo mundo que conhece seu negócio vai comprar imediatamente.

Algumas pessoas precisam:

  • conhecer;
  • acompanhar;
  • confiar;
  • comparar;
  • esperar o momento certo.

Por isso, não abandone uma estratégia apenas porque uma publicação não gerou venda imediata.

Construa relacionamento.


CAPÍTULO 42

O PRINCÍPIO MAIS IMPORTANTE

Não transforme suas redes sociais em um catálogo.

Transforme-as em um lugar onde as pessoas possam:

conhecer você, aprender com você, confiar em você e, quando estiverem prontas, comprar de você.

A venda é consequência de uma boa combinação entre:

ATENÇÃO + VALOR + CONFIANÇA + OFERTA + EXPERIÊNCIA.


CAPÍTULO 43

CHECKLIST FINAL

Antes de começar sua divulgação, verifique:

  • Sei quem é meu público.
  • Sei qual problema resolvo.
  • Sei explicar o que vendo.
  • Meu perfil está organizado.
  • Tenho informações de contato.
  • Tenho boas fotos.
  • Tenho vídeos.
  • Tenho conteúdo educativo.
  • Tenho conteúdo de venda.
  • Mostro bastidores.
  • Mostro resultados.
  • Respondo meus clientes.
  • Tenho um calendário de conteúdo.
  • Sei quais redes sociais fazem sentido para meu negócio.
  • Acompanho os resultados.
  • Não misturo divulgação com spam.
  • Não compro seguidores.
  • Não copio concorrentes.
  • Tenho uma estratégia para transformar interesse em venda.

CONCLUSÃO

Divulgar um negócio não significa publicar todos os dias dizendo:

“Compre de mim.”

Divulgação é construção.

Você constrói conhecimento.

Constrói confiança.

Constrói relacionamento.

Constrói autoridade.

Constrói desejo.

E, com o tempo, constrói uma marca.

As redes sociais deram às pequenas empresas uma oportunidade que antes estava praticamente restrita às grandes empresas: a possibilidade de serem vistas por muitas pessoas.

Mas visibilidade sozinha não basta.

Você precisa transformar atenção em relacionamento.

Relacionamento em confiança.

Confiança em vendas.

E vendas em clientes satisfeitos.

Não espere ter o equipamento perfeito.

Não espere ter milhares de seguidores.

Não espere ter a identidade visual perfeita.

Comece com o que você tem.

Aprenda.

Teste.

Observe.

Melhore.

E continue.

Porque uma empresa que não é vista pode ser excelente e continuar desconhecida.

Mas uma empresa que aprende a comunicar seu valor pode encontrar pessoas que realmente precisam daquilo que ela oferece.

Seu trabalho tem valor.

Seu produto tem valor.

Seu conhecimento tem valor.

Mas as pessoas precisam saber que ele existe.

E é para isso que a divulgação existe.


FRASE FINAL

“Não basta ter algo bom para oferecer. É preciso aprender a mostrar o valor daquilo que você faz para as pessoas certas, no lugar certo e da maneira certa.”

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